Juju do Pix mostra como está seu rosto 50 dias após cirurgia para retirar óleo mineral; veja antes e depois
Juju do Pix busca recomeço após cirurgia reparadora no rosto A criadora de conteúdo Juliana Oliveira, conhecida como "Juju do Pix", publicou vídeos em suas ...
Juju do Pix busca recomeço após cirurgia reparadora no rosto A criadora de conteúdo Juliana Oliveira, conhecida como "Juju do Pix", publicou vídeos em suas redes sociais nesta quarta-feira (7) para mostrar como está seu rosto cerca de 50 dias depois da cirurgia para retirada de óleo mineral. 🔎 Juju do Pix passou por uma cirurgia reconstrutura alta complexidade em 2025 para amenizar efeitos de um procedimento estético que deformou seu rosto em 2017. Relembre o caso abaixo. Nos conteúdos publicados na terça-feira, a influenciadora aparece com o rosto menos inchado, a boca mais aparente, mas ainda com cicatrizes vísiveis. "Um corpo é um corpo. Elas que chorem", brinca a influenciadora. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Há oito anos, Juliana se priva de sair de casa para eventos sociais, como festas, encontrando na internet uma maneira de interagir com outras pessoas. Ela conta que, como uma mulher transexual, queria deixar seus traços mais femininos. Sem recursos ou informações sobre procedimentos menos invasivos, procurou uma clínica clandestina, que alegou utilizar silicone industrial. Com o passar do tempo e o inchaço, descobriu que havia sido injetado óleo mineral. Logo após o procedimento, o médico responsável, Thiago Marra, explicou ao g1 que a cirurgia foi feita de forma conservadora para diminuir os riscos. "O tecido estava duro, enrijecido, totalmente impregnado por óleo mineral, exatamente como mostrado na ressonância", afirma. Segundo a criadora de conteúdo, a cirurgia exigiu paciência e técnica. “Não digo nem pelos riscos, mas pelo grau de dificuldade que é para tirar esse produto do meu rosto, então não é fácil”, relatou. Ela espera pelo próximo procedimento. 🏳️⚧️ De acordo com o Dossiê Anual de 2025 da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), a falta de acesso aos procedimentos seguros é consequência da marginalização dessa população no Brasil. O documento conclui também que a aparência "não normativa" é fator de alto risco para o assassinato de pessoas trans e travestis. Juju do Pix antes (à esquerda) e depois da cirurgia reparadora para retirada de óleo mineral do rosto Reprodução/Redes sociais Riscos do procedimento clandestino O uso desses materiais em procedimentos estéticos ilegais é comum por conta do baixo custo, explica Ronaldo Righesso, cirurgião plástico e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. "São produtos muito mais baratos, aplicados por pessoas sem qualificação", relata. De acordo com o cirurgião, em diferentes ocasiões, os procedimentos ilegais também não são feitos em lugares esterilizados, aumentando os riscos. "Não há custo de hospital, não há custo de anestesista muitas vezes", diz. Ele recomenda que todo paciente exija as informações do produto que foi aplicado, incluindo marca, número do lote e certificado. LEIA TAMBÉM: Quem é 'Juju do Pix' Confira entrevista exclusiva ao g1 Influenciadora relatou como foram as mais de 4 horas de cirurgia Criadora de conteúdo deve passar por novo procedimento em até 6 meses ⚠️💉 Entenda os tipos de substâncias comumente utilizadas em clínicas clandestinas — a Anvisa proíbe que o óleo mineral e o silicone industrial sejam injetados diretamente na pele e impõe restrições à aplicação do PMMA: Óleo mineral: é um subproduto do petróleo refinado, com propriedades lubrificantes. É utilizado em lubrificantes industriais, em cosméticos e em laxantes. A versão em cosméticos é permitida, desde que sem absorção da pele. Silicone industrial: é um líquido comum em fábricas, usado para limpeza de peças de avião e de carros, vedação de vidros, lubrificação, impermeabilização de azulejos, entre outras funções. Esse produto nunca deve ser usado no corpo humano, de acordo com a Anvisa. Polimetilmetacrilato (PMMA): é um componente plástico com diversas utilizações. No Brasil, a Anvisa exige registro para uso do PMMA para preenchimento por injeção na camada abaixo da pele por ser de máximo risco. Com registro, o produto pode ser utilizado somente para correção de lipodistrofia em pacientes com AIDS e na correção volumétrica facial e corporal. 🚫 A aplicação de produtos proibidos no corpo humano pode ser considerada crime contra a saúde pública, com punições previstas nos artigos 282, 284 e 129 do Código Penal – exercício ilegal da medicina, curandeirismo e lesão corporal, respectivamente. O cirurgião relata a reação que pode ter ocorrido no caso de Juliana. "A gente vê que se desenvolve uma reação inflamatória de corpo estranho crônica, ou seja, o organismo reage indefinidamente com essas substâncias, isso pode levar a uma série de complicações", completa Righesso. Juliana antes da aplicação de óleo (à esquerda), após aplicação (centro) e depois da primeira cirurgia reparadora (à direita) Arquivo pessoal Relembre o caso O apelido "Juju do Pix" surgiu depois que, ao enfrentar dificuldades para conseguir emprego após um procedimento estético malsucedido, durante a pandemia Juliana recorreu à internet para pedir ajuda e arrecadar dinheiro para uma cirurgia reparadora. Mesmo após ter aparecido em um programa de televisão e conseguido cerca de R$ 20 mil em uma vaquinha, a influenciadora foi contestada por internautas por pedir novos valores. Juliana disse, nas redes sociais, que havia desistido do procedimento por não ter conseguido o valor total da operação e afirmou ter doado o dinheiro. Infográfico - Juju do Pix faz cirurgia reparadora Arte/g1 VÍDEOS: Tudo sobre o RS